Neste 19 de março comemora-se o dia do cuscuz, prato tradicional presente no cotidiano dos nordestinos, responsável por garantir uma boa “sustância” por um baixo custo. Com raízes bem fincadas no Nordeste, o cuscuz já conquista o paladar de brasileiros em vários estados.
O reconhecimento de sua importância veio em 2020, quando foi transformado em Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A data de 19 de março ficou estabelecida como o dia do cuscuz. Na mesma data também é celebrado o dia de São José, santo de devoção de grande parte dos nordestinos.
O cuscuz é um prato que representa a riqueza cultural e culinária do Nordeste brasileiro. É um símbolo da criatividade e da resistência dos povos africanos e indígenas que contribuíram para a formação da culinária brasileira.
Com origem proveniente de países africanos, a criação do cuscuz é atribuída aos mouros-berberes, grupo nômade que habita o deserto do Saara. O primeiro registro de que se tem notícia sobre o prato foi escrito em um livro de culinária do Magrebe, no século XIII. A palavra “k’seksu”, em berbere, reproduz o som do vapor na cuscuzeira durante o cozimento. O alimento foi incorporado à culinária árabe e adotado também em parte da Europa. O cuscuz chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses, tornando-se a base alimentar.
Produzido a partir do milho, a data para celebrar o cuscuz não poderia ser mais justa. Já que como dita o costume, quem planta no dia de São José, colhe o milho para comer no São João.
O cuscuz é presença forte em qualquer refeição dos nordestinos, desde o café da manhã até almoço e jantar. Pode ser consumido em versão salgada ou até mesmo doce, quando se mistura o cuscuz com mel de engenho ou leite de coco. Mais tradicionalmente o cuscuz é consumido com manteiga, ovo, feijão, leite, queijo, carne, galinha, salsicha e outros acompanhamentos.
Fonte: CLICK PB